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Rede particular do RJ registra mais pacientes internados com Covid na faixa entre 30 e 65 anos

O perfil dos pacientes internados atualmente com Covid-19 nas UTIs dos hospitais da rede privada do Rio de Janeiro mudou em relação ao período considerado como o auge da doença, em maio.

O diretor da Associação de Hospitais Privados do Estado do Rio, Graccho Alvim, afirmou que a “nova onda” de infectados tem mais pacientes graves com idade entre 30 e 65 anos.

Quando foi registrada a alta de casos e óbitos, há 7 meses, eram os idosos que lideravam as internações nas unidades de tratamento intensivo (UTIs).

“O perfil mudou, com certeza. Hoje, a maior parte das internações em UTIs é com pacientes entre trinta e sessenta e cinco anos. Antes, eram os idosos os que ocupavam esses leitos. Isso mudou porque as pessoas começaram a sair, trabalhar, e se infectar. Quanto mais infectados, mais internações”, disse Alvim.
Ele ainda ressalta que 3% dos infectados possivelmente vão necessitar de leitos de UTIs e que de 3 a 5% vão precisar de tratamento com antibióticos e oxigenoterapia em quarto ou enfermaria.

Internações no limite
Até a sexta-feira (11), a taxa de ocupação de leitos de UTI nos hospitais particulares da capital era de 98%. De acordo com Graccho, a taxa não chega a 100% por causa das altas, transferências e óbitos.
O RJ também registrou 84 mortes e 3.298 casos da Covid-19 nas últimas 24 horas. No entanto, Graccho avalia que a situação atual ainda não chegou ao extremo.

“Já tivemos períodos piores, como em maio, por exemplo. Atualmente, outros fatores são complexos, pois precisamos tratar, além dos pacientes da Covid, os pacientes que tiveram complicações ou sequela da doença”, acrescentou o diretor.
Alvim também ressaltou que há vítimas de acidentes e pacientes com outras doenças que não puderam ser tratadas na pandemia. “Agora, também, pessoa com obesidade, que aumentou muito entre crianças e adolescentes”, explicou.

O diretor da Associação de Hospitais Privados do Estado ainda ressaltou que os médicos “têm mais expertise” para tratar os doentes e reforçou que o aumento da testagem facilita os diagnósticos.

“Há um entendimento muito melhor nas formas de tratamento e como os pacientes podem evoluir. Esse preparo dos profissionais hoje em dia faz com que o controle seja maior em relação à gravidade dos casos”, acrescentou.

Graccho apresentou soluções que, na visão dele, poderiam conter o aumento de casos e internações:

• Fechamento de praias e bares
• Proibição de aglomeração em ambientes fechados
• Uso obrigatório de máscara
• Medidas de higiene como uso do álcool em gel
• Limite máximo de pessoas entre 6 a 8 pessoas em festas de fim de ano

Fonte: G1

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