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”Não há intenção de compras de vacinas chinesas” diz Ministério da Saúde

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que “não há intenção de compra de vacinas chineses” contra o Coronavírus. A afirmação foi feita quando a pasta anunciou uma negociação para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra o Coronavírus.

De acordo com o secretário, não houve qualquer compromisso com o governo de São Paulo ou seu governador no sentido de aquisição de vacinas. Tratou-se de um protocolo de inscrição entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, sem caráter vinculante. As declarações vão na contramão de uma nota divulgada na terça-feira (20) pelo próprio Ministério da Saúde, que anunciava a intenção de compra.

O texto previa a edição para disponibilizar R$ 1,9 bilhão para a aquisição. Segundo o texto, além das vacinas adquiridas da AtraZeneca e Covax, o Governo Federal assinou protocolo de intenções para a compra de 46 milhões de doses da Butantan-Sinovac, após negociações com o Instituto Butantan.

Para tanto, será editada uma Medida Provisória para disponibilizar R$ 1,9 bilhão. O Ministério da Saúde já havia anunciado o investimento de R$ 80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan. Nesta terça-feira (20), o governo federal fez um anúncio da intenção de compra, depois de uma reunião do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com 27 governadores.

O ministro afirmou que a pasta enviou uma carta ao Instituto Butantan, na qual se comprometeria a adquirir as vacinas fabricadas até o início de janeiro. O Butantan tem um contrato com a Sinovac de fornecimento de doses e de transferência de tecnologia da CoronaVac. O contrato do instituto com a Sinovac prevê que a farmacêutica envie 6 milhões de doses da vacina já prontas até dezembro, enquanto as outras 40 milhões teriam o processamento finalizado no Butantan. De acordo com Dimas Covas, diretor do Butantan, até o final do ano o instituto teria as 46 milhões de doses prontas.

O contrato para transferência de tecnologia previa que o instituto pudesse fabricar as vacinas em território brasileiro a partir de 2021. O governo paulista também anunciou a previsão de adquirir mais 15 milhões de doses até fevereiro de 2021, chegando ao total de 61 milhões com verba própria. A expectativa era que, com o dinheiro do governo federal, mais 40 milhões fossem adquiridas, chegando a 100 milhões até maio de 2021.

Fonte:G1

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