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16 de junho – Dia Internacional da Tartaruga Marinha

No dia 16 de junho, comemora-se o Dia Internacional da Tartaruga Marinha. Você sabia que há mergulho scuba em Búzios? Sabia que a cidade possui o melhor ponto de mergulho do Estado? E que nesse ponto moram várias tartarugas marinhas, de duas espécies diferentes, e que você pode mergulhar com elas! Sabia disso?

Pois é, a Ilha de Âncora, há 50 minutos de barco, é um lugar mágico, no qual é possível mergulhar com tartarugas marinhas das espécies verde e de pente o ano todo. Por isso, é considerado o Santuário das Tartarugas. A fotógrafa subaquática Paula Vianna trabalha na operadora Búzios Divers, onde faz fotos de mergulhadores e batismos de mergulho, e nos conta um pouco dessa história no Dia Internacional da Tartaruga Marinha.

“Mergulhar traz uma sensação de paz e relaxamento que só quem experimenta pode entender. Em nenhum outro ambiente é possível chegar tão perto da vida selvagem!”, diz a mergulhadora e fotógrafa, que foi premiada com o 1° lugar na categoria Foto Sub no 35 Awards 2020 e na categoria Comportamento Animal no Ocean Art 2019, além de ter conquistado o segundo e terceiro lugar em outros concursos internacionais.

Apesar de serem consideradas antissociais, as tartarugas marinhas congregam nas águas rasas da Ilha de Âncora, onde se alimentam de algas, esponjas e águas-vivas.

“As tartarugas de Âncora aceitam os humanos em sua casa. Elas deixam os mergulhadores chegarem bem perto, pois sabem que não apresentamos ameaça. Mas infelizmente vejo cada vez mais lixo plástico chegar à ilha e temo pela vida delas, já que as tartarugas confundem sacos plásticos com águas-vivas. Paro de fotografar para catar o lixo…”, relata Paula.

O trabalho ao qual a fotógrafa vem se dedicando colabora para a preservação da espécie ao mostrar toda a riqueza de seu habitat, além da beleza desses seres tão longevos e especiais.

“Eu acho que levar as pessoas para ver de perto as tartarugas marinhas é um ato de conservação ambiental, pois a gente só preserva o que conhece e ama”, observa a fotógrafa, que também é voluntária da Sea Shepherd Brasil.

A vida da tartaruga marinha já seria difícil não fosse a intervenção do homem. A maioria não sobrevive até a fase adulta, pois é predada por aves, golfinhos, tubarões e outros peixes. Com a ocupação das praias pelo homem, as redes de pesca, a caça predatória, a poluição dos mares por plástico e por agentes químicos, incluindo o óleo, entre outros fatores, as chances de sobrevivência caem ainda mais. A cada mil ovos, apenas uma ou duas tartarugas chegam à maturidade para voltar à praia onde nasceram e colocar seus próprios ovos.

Essa pressão adicional causada pelo homem empurrou as cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil para a relação de animais ameaçados de extinção, segundo critérios das listas brasileira e mundial de espécies ameaçadas. Das cinco, quatro espécies desovam no litoral e, por estarem mais expostas, são as mais ameaçadas: cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea). A tartaruga verde (Chelonia mydas) está menos exposta, pois desova principalmente nas ilhas oceânicas (Atol das Rocas, Fernando de Noronha e Trindade), onde a ação predatória do homem é mais controlada, o que contribui para a estabilidade da sua população.

Contato:
Fotos por Paula Vianna
WhatsApp: (61) 98400-5566
E-mail: paulavianna@gmail.com Facebook: PaulaViannaUWPhotography
Instagram: paulaviannauwphotography

Da redação.

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