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Obras emergenciais ou não? Condomínio de Búzios vira palco das incertezas do período da quarentena

Em meio à pandemia do Coronavírus, há uma linha tênue entre estar dentro dos limites expostos pelas Prefeituras e burlar as recomendações dos decretos. Afinal de contas, o que pode e o que não pode ser feito durante a quarentena?

A pergunta gera até mais dúvidas do que respostas. E a dificuldade de interpretar tantas mudanças em nosso cotidiano fica clara no exemplo de um condomínio localizado na Baia Formosa, na reta da Marina, em Búzios.

Um dos moradores reclama que o condomínio passa por obras que não são essenciais e que fazem muito barulho. Já a síndica alega que as obras são importantes e que estão sendo feitas seguindo todas as recomendações de saúde.

A reportagem do Folha de Búzios resolveu não revelar o nome do condomínio para preservar a imagem e a segurança do local. Vamos aos depoimentos do morador e da síndica.

Depoimento de Tulio, morador inquilino do condomínio

https://youtu.be/6FG39EtOaHc

“Sou morador do condomínio há cerca de um ano. Fiz esse vídeo para mostrar o absurdo e a falta de respeito das pessoas em relação ao respeito à quarentena. Como posso ficar com meu fiho de menos de 2 anos em casa com esse barulho insuportável? Já fizemos reclamações com a síndica, que mora em Niterói, mas a mesma não vê problema algum em continuar as obras nesse periodo tão delicado, esquecendo que nós moramos fixamente no condomínio. A falta de empatia é assustadora. Não sei se algo pode ser feito, mas segue o vídeo para que vocês vejam o tamanho do incômodo que é. Detalhe: esse video foi feito agora às 8h30! Eu vou ter que me mudar pela falta de respeito. Estou estudando entrar com uma ação contra o condomínio,
Nenhuma dessas obras é emergencial. A casa de entulho do caseiro está sendo demolida pelo teto, a casa azul está trocando piso e pondo gesso no teto. E olha que nem estou levando em conta o entra e sai dos pedreiros, que muitas vezes não usam máscaras”.

Depoimento de Eloá, síndica do condomínio

“Estamos fazendo uma obra na cisterna que estava com a estrutura se corrompendo e foi preciso reforçá-la . Como foi feito um leilão de 7 casas no condomínio que estavam abandonadas pelo proprietário anterior há mais de 10 anos e essas casas foram recuperadas e estarão possivelmente sendo ocupadas, resolvemos aproveitar a obra da cisterna e ligar essa que estava com problema a uma outras duas, já que não eram interligadas. Com a colocação dessas casas na ativa, o condomínio vai precisar ter água reservada. Também ficamos com uma só fase no condomínio de luz, e tivemos que fazer uma obra no PC de luz, pois estava a ponto de dar um curto .
Quero informar que todas as obras que estão sendo feitas estão sendo realizadas do lado externo, ao ar livre, com profissionais usando máscaras e com álcool gel e pia com detergente à disposição.

O dito morador, que é inquilino de um imóvel, informou a um outro morador que quando a pandemia acabar irá se mudar, realmente não tem interesse nessas obras, pois a fase que caiu não atingiu a sua casa, só as demais e como irá sair a falta de água também não irá lhe atingir. Se a cisterna cair, provavelmente também não irá lhe incomodar. 99% dos moradores estão felizes e satisfeitos com essas obras que consideramos de muita necessidade e em prol de todos do condomínio.

Ele tem saído com a mulher e os filhos, sem máscara, passando por moradores. Num dia, uma senhora de idade questionou o fato dele sair sem máscara e ele disse que é pra cada um ficar no seu quadrado. Ele está tão preocupado com a obra que está longe da casa dele, mas deveria estar preocupado com as pessoas que moram em frente a ele, pessoas idosas, e ele andando sem máscara. É muito desgradável. Cadê a máscara dele? Não to vendo nem pendurada no

Ele não está preocupado com o Covid-19, já que está andando sem máscara, coisa que os trabalhadores não estão fazendo. O problema dele é com o barulho. E cadê a máscara dele? Não é obrigatório o uso?

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