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‘Não arredo pé dos R$ 500’, diz relator da proposta que cria voucher para os informais

Para o deputado Marcelo Aro, valor é plausível e uma questão de humanidade

Deputado Marcelo Aro Foto: Agência Câmara
Deputado Marcelo Aro Foto: Agência Câmara

BRASÍLIA –  A Câmara dos Deputados trabalha para impor ao governo uma derrota na votação de um  projeto,  de iniciativa própria,  que aumenta para R$ 500 o valor do voucher que será pago aos trabalhadores informais durante a crise. A equipe econômica aceitou elevar de R$ 200 para R$ 300, mas os parlamentares, liderados por líderes do centrão (bloco que reúne PP, PL, DEM, SD, dentre outros), com apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ),  já fecharam o novo valor com o relator da matéria, deputado Marcelo Aro (PP-MG).

A votação está prevista para esta quinta-feira.   

– Não arredo pé dos R$ 500. Isto já está fechado com praticamente todos os líderes da Câmara. O que o governo quer pagar não dá nem para comprar uma cesta básica, dependendo  do estado –  disse o relator ao Globo, acrescentando:  

–  O valor de R$ 500 é plausível diante da calamidade que estamos vivendo. É uma questão de humanidade.

Segundo ele, o impacto nas contas públicas será de R$ 37,5 bilhões. Além de elevar o valor do voucher para R$ 500, os deputados querem que,  no caso de mulheres chefes de família, o auxílio emergencial seja de R$ 750.

De acordo com a proposta, o auxílio poderá ser pago a até duas pessoas de uma mesma família, com renda de até três salários mínimos, por três meses. Serão beneficiados todos os trabalhadores que não têm carteira assinada e portanto, sem direito ao seguro desemprego, incluindo autônomos, microempreendedores individuais (MEI) e contribuintes individuais para a Previdência Social. 

Fonte: O Globo

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