Folha de Búzios

Jornalismo como deve ser

Cidade

Mechas: variadas possibilidades para atender aos muitos desejos

Olá! Na estreia de minha coluna aqui, na Folha de Búzios, escolhi falar sobre as mechas. Por qual razão? Por atenderem tanto o desejo de quem pensa numa mudança radical como àqueles (as) que vislumbram apenas um toque de novidade no visual.

Mas, primeiro, por favor, permitam que eu me apresente. Isso porque, apesar do Elias Coiffeur Búzios – situado a duas ruas da chamada Rua das Pedras, bem no Centro da cidade – ter completado, recentemente, 1 ano de funcionamento, a maioria de vocês, provavelmente, não me conhece.  

Eu venho do Rio de Janeiro, aonde tenho um salão – o Elias Coiffeur –, há mais de 20 anos, na Barra da Tijuca. Entrei pra profissão aos 17 e hoje tenho 47. São, portanto, 30 anos de estrada. Se não estou cansado? De modo algum. O dia a dia de um cabeleireiro, de fato, é pesado. Não tenho hora pra voltar pra casa e vira e mexe abro o salão antes da hora, a fim de não deixar um (a) cliente na mão. Mas amo o que faço. Estou sempre me atualizando e me desafiando. Gosto de criar, mas missão dada é missão cumprida. Minha satisfação maior é a satisfação de cada cliente.

Devidamente apresentado, vamos, então, ao que interessa, às mechas. Começo salientando que estão em alta as do tipo “ombré hair”, que se diferem por um efeito degradê de tons, partindo da cor natural e, mais frequentemente, da altura da orelha pra baixo. O resultado da transição de tons deve ser suave, de maneira que os cabelos pareçam beijados pelo sol. Não à toa, é garantia de sucesso no verão.

Há muitas outras possibilidades de iluminar os fios. O jogo de luz e sombra é notório mesmo quando o intuito é adotar algo sutil, como as famosas luzes, que são bem fininhas e discretas. Agora, se o propósito é ganhar um visual mais marcado, com mechas em maior quantidade e não tão finas, espalhadas por toda a cabeleira, o que você quer é um reflexo.

Se misturamos diferentes tons, caímos em uma outra seara. Você já ouviu falar em balayage? Imagino que sim. Pra realizá-la, trabalhamos com dois ou três tons, de maneira difusa, porém com maior concentração no topo. Aqui, aliás, podemos brincar, combinando tons quentes a tons frios, dourados a acinzentados, por exemplo.

O mundo dos cabelos está sempre se renovando, acompanhando as estações do ano, a moda das passarelas, de olho nas ruas. Assim, pode-se também optar por iluminar partes estratégicas. As conhecidas californianas se caracterizam por mechas nas pontas; o “hair contour”, por mechas que fazem o contorno do rosto; e há ainda mechas bem pontuais, como curtem, em especial, as adolescentes.

Enfim, qual eleger? Gosto de ressaltar que o melhor estilo será aquele que lhe preencher. Algumas vezes, precisamos ignorar até mesmo as preciosas recomendações do visagismo, pois o que importa é alcançarmos o seu objetivo. Se a sua intenção, digamos, for chocar? Faremos. Por isso, não se prenda, inclusive, a tendências. Elas estão aí pra nos orientar, nos inspirar, não pra nos limitar ou servir de amarras.  

Como profissionais, nós, cabeleireiros, claro, estamos prontos pra aconselhar. Temos ciência do corte que terá um bom caimento pra seu tipo de cabelo, que melhor funcionará em seu formato de rosto, das cores que combinarão com sua pele, do penteado que valorizará sua maquiagem e vestido. Mas nada, nunca, terá a relevância de ouvir a sua necessidade e o seu desejo.

Sendo assim, na dúvida de que técnica de mechas escolher, ouça a sua voz de dentro. Busque referências e, se possível, nos dê a alegria de lhe ajudar e compartilhar este momento. Afinal de contas, ninguém muda os cabelos só por mudar, não é verdade?        

           

%d blogueiros gostam disto: